sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Deputados federais passarão a receber salário de R$ 26,7 mil


Enquanto a grande massa de trabalhadores brasileiros vai receber um salário mínimo da ordem de R$540 a partir do ano que vem – um aumento pouco superior a 5% –, os deputados federais, senadores, presidente, vice-presidente da República e os ministros de Estado passarão a ganhar nada menos do que R$26,7 mil mensais. Em reunião plenária ontem, a Câmara aprovou o projeto de autoria da Mesa Diretora que reajusta os vencimentos de todos eles a partir de fevereiro de 2011.

A matéria seguiu para análise no Senado e foi aprovada em votação relâmpago, de menos de cinco minutos. Agora, o texto será promulgado. Na prática significa dizer que os parlamentares terão um reajuste de 61,8%, uma vez que eles recebem atualmente R$16,5 mil, além dos benefícios. Já o presidente da República e o vice, que ganham atualmente R$11,4 mil, terão os salários corrigidos em 133,9%. O aumento dos ministros será maior ainda, já que eles ganham R$10,7 mil.

Os parlamentares, o presidente, o vice e os ministros estão sem reajuste desde 2007. A inflação no período, porém, foi inferior a 20%.

No caso do reajuste dos parlamentares, haverá um efeito cascata, uma vez que, pela Constituição, deputados estaduais e distritais recebem até 75% do vencimento dos parlamentares federais. O impacto poderá chegar também aos municípios, que podem ou não reajustar os salários de vereadores e prefeitos baseado no aumento de ontem.

No caso das Câmaras Municipais, o percentual de reajuste permitido varia de acordo com o tamanho do município e não é automaticamente incorporado. Considerando que o teto seja aplicado para todos os vereadores e prefeitos do país a partir de 2013, quando eles podem incorporar o reajuste, o impacto pode ser de R$1,8 bilhão.

QUANTO CUSTARÁ POR MÊS CADA SENADOR:

QUANTO CUSTARÁ POR MÊS CADA DEPUTADO:

ALÉM DISSO, ESTES PERCENTUAIS CAUSARÃO UM AUMENTO EM CASCATA EM TODOS OS ESTADOS BRASILEIROS E NOS 5564 MUNICÍPIOS BRASILEIROS.

Parlamentares que votaram contra o aumento (e não reajuste):
Alfredo Kaefer (PSDB)
Assis do Couto (PT)
Augusto Carvalho (PPS)
Capitão Assumção (PSB)
Chico Alencar (PSOL)
Cida Diogo (PT)
Décio Lima (PT)
Dr. Talmir (PV)
Eduardo Valverde(PT)
Emanuel Fernandes (PSDB)
Ernandes Amorim (PTB)
Fernando Chiarelli (PDT)
Fernando Gabeira (PV)
Gustavo Fruet (PSDB)
Henrique Afonso (PV)
Iran Barbosa (PT)
Ivan Valente (PSOL)
José C Stangarlini (PSDB)
Lelo Coimbra (PMDB)
Luciana Genro (PSOL)
Luiz Bassuma (PV)
Luiz Couto (PT)
Luiza Erundina (PSB)
Magela (PT)
Major Fábio (DEM)
Marcelo Almeida (PMDB)
Mauro Nazif (PSB)
Paes de Lira (PTC)
Paulo Pimenta (PT)
Raul Jungmann (PPS)
Regis de Oliveira (PSC)
Reinhold Stephanes (PMDB)
Sueli Vidigal (PDT)
Takayama (PSC)
Vander Loubet (PT)

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